O desejo de se submeter à cirurgia plástica estética é o que motiva muita gente a buscar a bariátrica. E esse não pode ser um projeto de curto prazo.
E o que eu sempre tenho compartilhado com os meus pacientes é que esse, sem dúvidas, é o melhor caminho a ser seguido.
As cirurgias plásticas realizadas em uma pessoa na vigência da obesidade não controlada normalmente têm um risco maior de complicações (como infecções, sangramentos e trombose) e também costumam ter resultados piores do que numa pessoa que emagreceu.
Por isso, antes que sejam realizados procedimentos estéticos como a abdominoplastia ou a lipoaspiração, é fundamental que a doença – obesidade – esteja sob controle. E o paciente precisa enxergar essa realidade dentro de um projeto de médio a longo prazo, com a convicção de que cada coisa vai acontecer no tempo certo.
Mas e depois da bariátrica? Quanto tempo para que a cirurgia plástica possa ser realizada?
Como eu sempre tenho dito, não é uma questão de tempo, mas de condições.
Os colegas da cirurgia plástica consideram que os melhores resultados são alcançados em pacientes que tenham conseguido sair da obesidade com índice de massa corporal abaixo de 30 ou, preferencialmente, abaixo de 28. E, obviamente, é fundamental que esse peso se encontre estável por pelo menos 6 meses.
O outro critério essencial é que o paciente esteja nutricionalmente bem, com boa ingestão de proteínas, vitaminas e minerais em suas refeições, suplementando o que for necessário e com parâmetros nutricionais adequados.
Problemas resultantes de mau estado nutricional, como a anemia, podem aumentar o risco de complicações.
Usualmente, essas condições são atingidas entre 18 e 24 meses de pós-operatório.
Da mesma maneira que ocorre com o paciente bariátrico, a cirurgia reparadora também exige um pouco de paciência.
Quem a tem, normalmente é premiado com excelentes resultados.
